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VOX POPINHO

Uma história ignorada é uma história repetida?

Quando pensámos neste Ciclo para celebrar Abril “Cada dia são Cem”, colocando-nos o desafio de recuperarmos a memória, percebemos que a palavra tinha que ser dada a quem viveu o Estado Novo: cá dentro, em território nacional, vivendo todas as condições a que o regime aqui obrigava, e lá fora – na guerra, no exílio ou no estrangeiro. 

Muitas destas condições foram retratadas em outras rubricas já publicadas pelo Colectivo Filhxs da Madrugada. No entanto, essa vivência não se esgota num retrato teórico, ela foi tempo e ocupou espaço; com ganhos, mas também perdas irreparáveis – quanto vale uma vida humana?

A memória também é isto: perpetuar o gesto humano da proximidade quando tudo parece estar tão longe e ser tão bruto. Talvez quanto mais partilhadas forem estas memórias, mais divididos os pesos dos nossos próprios fardos pessoais e familiares e esses colectivos que compõem este grande grupo a que pertencemos se possam tornar mais coesos e íntegros. 

Quanto ao futuro, a projecção do que já lá vem, o olhar posto no horizonte – as nossas crianças são a prova viva da eficácia com que debelamos as armadilhas da ignorância de uma história que, colectivamente, continuamos a não saber, ou querer, olhar de frente. É imperativo que o façamos!

Ouçamos também o que as crianças têm para dizer….

Madalena, 11 anos
Maria, 13 anos
Lara, 15 anos
Bruno, 17 anos

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